De Portugal: Espetáculos gratuitos online. “Isso tem de terminar por agora”


Foto: Ronê/Pexels


A porta-voz da Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos esteve no programa Três da Manhã, onde falou numa “situação de calamidade” na Cultura.


O mundo do espetáculo e dos eventos culturais não é composto apelas pelos artistas que dão a cara, mas por centenas de pessoas que nesta altura estão a passar dificuldades. O alerta chega da Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos.

Convidada do programa As Três da Manhã, Sandra Faria, antiga bailarina e porta-voz da APEF, além de dirigente de uma produtora, defende o fim dos espetáculos gratuitos na internet.

“É muito bom” que tenha havido, “por parte de muitos artistas, mais ligados até à música, muitos ‘lives’, muitos diretos, concertos gratuitos, teatros que colocaram online as suas peças”. “Mas acho que isso tem de terminar por agora”.


Sandra Faria considera que “todos temos de contribuir” para que este setor não desapareça e não seja ainda mais sacrificado.

“O que é necessário é que, quando voltarmos todos à vida normal – seja lá o que isto quer dizer – as pessoas vão para as salas, vão aos espetáculos, comprem bilhetes para ir ao teatro, para ir à dança, para ir a concertos; que intensamente possam voltam a viver isto dos espetáculos ao vivo e não se afastem deles”, defende.


... por trás de um artista, de um ator, de um músico, estão milhares de pessoas a trabalhar em bastidores, que têm famílias e que neste momento estão numa situação muito complicada de sobrevivência”, afirma Sandra Faria na Renascença.


“Este setor dos espetáculos foi o primeiro a parar e tudo leva a crer que será o último a retomar. Isto é uma calamidade que se está a passar nesta área”, sublinha.

De acordo com os últimos dados conhecidos, desde o início do surto em Portugal, já foram afetados 25 mil espetáculos (adiados, suspensos ou cancelados).


Sandra Faria está hoje à frente de uma das maiores produtoras de espetáculos em Portugal.


Fonte: Renascença - Portugal / Marta Grosso

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