Música. No Brasil, a categoria – corre risco até de extinção



Opinião: Covid-19 desmontou todas as cadeias produtivas da música

por Geraldinho Magalhães 18/05/2020


Os perigos escondidos para quem já está em perigo. No Brasil, a categoria – que nunca teve vantagens significativas vindas de quaisquer Governos Federais – agora corre risco até de extinção


Desesperar jamais mas quando a fome bate à porta alguns cuidados importantes caem dependendo da força de quem sofre. Mas a música é maior que tudo e tem demonstrado isso com seu poder transformador ao longo dos anos.

Não estamos tendo alívio nos dias de hoje. O Covid-19 desmontou todas as cadeias produtivas da música, no mundo todo. No Brasil, a categoria – que nunca teve vantagens significativas vindas de quaisquer Governos Federais – agora corre risco até de extinção por conta de clara perseguição deste governo que aí está.


Num ambiente caótico como esse, duas coisas emergem: solidariedade e oportunidade.  A primeira só pode ser dadivosa, do tamanho que for. Já a segunda é duvidosa.   

Desde os primeiros dias de confinamento muitas mobilizações de todos os tamanhos buscando ajudar aos mais necessitados, e as marcas/eventuais patrocinadoras abriram os olhos para isso. Eis um perigo: quanto vale se associar a tal marca e quanto valemos agora?

Num ambiente de tanta carência afetiva e de trabalho (com a paralisação dos shows com plateias, principalmente) uma enxurrada de lives inundou as redes.  Num primeiro momento me soou mais terapêutico e afetivo, mas também boa chance de promoção, de aparecer mais para seu público e se apresentar para novas plateias virtuais e ampliar seus seguidores.  Num segundo momento: Como sobrevivermos à tão longa paralisação? Como monetizar essas lives? Que mais pode ser feito e monetizado?


Não se trata de cartelização, mas de proteção de mercado e sobretudo proteger os mais frágeis


Uma benesse desses dias de hoje são as muitas discussões sobre direitos e percentuais sobre essas performances online, mas , eis um perigo: quando há eventual patrocínio para essas lives, quanto cobrar? Qual a entrega? A live vira fonograma? A live fica no site de quem pagou aquele valor 10 vezes menor do que o artista vale – e muitas vezes precisa?

Fonte: Música & Mercado - Geraldinho Magalhães


© 2020 by NISTICO